Breve Panorama Histórico da Emigração Japonesa, 1868-1998

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A migração dos japoneses rumo a outros países teve início com a abertura do Japão ao resto do mundo e com sua entrada na era da modernidade em 1868. Ao tornar-se parte da rede internacional de mão-de-obra, capital e transporte, o país do sol nascente repentinamente encontrou-se em meio a uma rápica mudança sócio-econômica, que criou uma população rural pronta para a migração interna e para além de suas fronteiras.

Em 1868, um homem de negócios americano, Eugene M. Van Reed, enviou um grupo de aproximadamente 150 japoneses ao Havaí para trabalho em plantações de cana-de-açúcar e outros 40 para Guam. Esse recrutamento e envio ilegal de trabalhadores, conhecido como gannenmono, marcou o início da migração de mão-de-obra japonesa ao exterior. Contudo, as próximas duas décadas seriam marcadas pela proibição de saída dos "imigrantes" estabelecida pelo governo Meiji, devido ao tratamento escravista que os primeiros migrantes japoneses receberam no Havaí e em Guam. Ao invés de sair do país, muitas pessoas engajaram-se no desenvolvimento de Hokkaido, a ilha mais ao norte do arquipélago japonês.

Foi somente em 1885 que começou a emigração em massa da população japonesa. Naquele ano, os governos do Japão e do Havaí assinaram a Convenção de Imigração, que regulamentou a ida de aproximadamente 29.000 japoneses para lá nos nove anos seguintes para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar com contratos de três anos. Ao mesmo tempo, milhares deles também partiam para Ilha Thursday, Nova Caledônia, Austrália, Fiji e outros destinos no Pacífico Sul com contratos de trabalho semelhantes. Na sua essência, esses "imigrantes" não eram colonizadores, mas sim trabalhadores dekassegui, que pretendiam voltar ao seu país com algum dinheiro após alguns anos de trabalho em terras estrangeiras.

Em 1893, um grupo de autoridades do governo japonês, políticos e intelectuais organizaram o chamado Colonization Society, ou Sociedade de Colonização, visando o desenvolvimento de "colônias" japonesas no exterior. Da mesma forma que outras nações-estado modernas, argumentavam que a expansão externa do Japão da era Meiji era necessária para conquistar mercados maiores para exportar sua população "excedente" e seus produtos. O projeto inicial da Sociedade, datado de 1897, tentou estabelecer uma colônia agrícola no México. O empreendimento foi um fracasso, mas marcou o começo da imigração japonesa para a América Latina, seguido pela ida de 790 pessoas para o Peru em 1899 com contrato de trabalho.

Perto da virada do século, com oportunidades limitadas em seu país, muitos jovens deixaram o Japão para estudar nos Estados Unidos. Alguns tinham recursos financeiros suficientes para matricular-se em universidades de prestígio na Costa Leste, mas a maioria ficou concentrada em cidades como São Francisco, Portland e Seattle. Muitas vezes conhecidos como "garotos de escola", iam às aulas e realizavam tarefas domésticas em troca de cama e comida em casa de famílias brancas. Por outro lado, havia também muitos trabalhadores comuns que entraram pela Costa do Pacífico, tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá. No primeiro, esse acontecimento transformou-se em um problema político já na década de 1900. A agitação anti-japonesa na Costa Oeste acabou levando a sérias restrições à entrada de japoneses no Canadá em 1923 e pôs fim à imigração japonesa aos Estados Unidos no ano seguinte.

Com a América do Norte fechando suas portas ao povo japonês, os outros países e regiões absorveram a quantidade cada vez maior de imigrantes japoneses. Primeiro - e notavelmente - o Brasil tornou-se o destino principal da migração de mão-de-obra japonesa. Em 1908, ano em que o Japão limitou voluntariamente a emissão de passaportes para novos imigrantes com destino aos Estados Unidos, o primeiro grupo de japoneses deixou o país rumo ao Brasil e outros, ao Peru. Muitos trabalhadores contratados também foram para as Filipinas, onde trabalharam em construções de grandes estradas. Outras regiões do Sudeste Asiático também atraíam os trabalhadores e homens de negócios japoneses.

Enquanto isso, o Japão Imperial começou a adquirir territórios coloniais nas regiões vizinhas e na Micronésia depois de uma série de guerras externas, incluindo a I Guerra Mundial. Taiwan tornou-se colônia formal em 1895 depois da vitória do Japão sobre a China, enquanto a Coréia foi oficialmente anexada em 1910 em consequência da Guerra Russo-japonesa. O império tomou a Micronésia da Alemanha em 1914, transformando-a em protetorado. Essas regiões, combinadas com as porções da Manchúria, tornaram-se no lugar exato do "desenvolvimento japonês" onde dezenas de milhares de "imigrantes" se fixaram e tomaram o lugar de populações locais. Embora muitos desses chamados "imigrantes" tivessem a mesma base sócio-econômica que seus correlatos nas Américas, o primeiro grupo era essencialmente de colonizadores protegidos pelo poder militar do Japão, enquanto o segundo apresentava uma tendência a tranformar-se em alvos de discriminação social e legal nos países onde se estabeleceram.

Em meados da década de 30, após o estabelecimento de um governo fantoche na Manchúria, o Japão fez da emigração uma política de Estado. Anteriormente, exceto pela migração de mão-de-obra com contrato do governo para o Havaí, o governo japonês não havia se envolvido diretamente no recrutamento e no gerenciamento dos emigrantes. Em vez disso, as empresas de emigração desempenhavam um papel central na saída de muitos imigrantes japoneses, enquanto outros deixavam o país por conta própria. A colonização da Manchúria na década de 1930, entretanto, envolveu a emigração patrocinada pelo Estado, enviando para lá famílias rurais empobrecidas das regiões do Japão Central e do Norte. Embora a Guerra do Pacífico tivesse interrompido a migração japonesa para as Américas, outras áreas como a Micronésia, a Manchúria e os territórios ocupados e colonizados pelo Japão atraíram uma grande quantidade de japoneses até o fim da II Guerra Mundial.

Nos anos seguintes ao fim da guerra, houve uma enorme migração inversa de antigos colonizadores, soldados e repatriados ao Japão, que envolveu tragédias de separação de famílias, de fome e de morte. Muitas crianças foram deixadas na Manchúria, na Micronésia, nas Filipinas e em outras regiões asiáticas, onde alguns foram criados pela população local. Ao mesmo tempo, os japoneses que permaneceram nos países colonizados também tiveram que recomeçar suas vidas depois de uma remoção forçada, encarceramento e/ou restrições severas a suas atividades diárias.

O Japão devastado pela guerra precisava dispersar sua crescente população, que era muito maior do que o suprimento interno de alimento e outros recursos limitados. Assim, depois da assinatura do Tratado de Paz de São Francisco em 1951, que deu a independência ao Japão, o país fez alguns ajustes especiais com os governos dos países latino-americanos para envio de colonizadores imigrantes que trabalhariam para o desenvolvimento agrícola. Os primeiros imigrantes do pós-guerra foram ao Brasil em 1952, para o Paraguai em 1954, para a Argentina em 1955, para a República Dominicana em 1956 e para a Bolívia em 1957. No entanto, na década de 60, a recuperação econômica do Japão interrompeu a emigração em grande escala de japoneses. Ironicamente, desde a década de 80, muitos nikkeis de segunda e de terceira geração têm migrado dos países latino-americanos para o Japão, onde poderiam ter salários melhores do que em seus países imersos em problemas econômicos.

Embora a era da imigração em massa esteja terminada, muitos japoneses ainda deixam o Japão para viver em várias partes do mundo por transferências temporárias de trabalho, casamento, estudos, ou empreendimentos comerciais. Estão surgindo, portanto, novas comunidades japonesas na Europa, na Ásia, nas Américas e na Oceania. Os Estados Unidos também têm atraído muitos japoneses depois de anular sua proibição à entrada de japoneses, primeiro destinando uma quota anual nacional de 185 imigrantes em 1952 e abolindo as restrições baseadas na origem nacional em 1965. Depois da guerra, um grande número das chamadas war brides, ou "noivas de guerra", entraram no país com seus maridos americanos. Em 1972, havia um total de 1.356.030 japoneses e nikkeis residindo permanentemente fora do Japão. Desse total, 561.137 residiam na América do Norte, enquanto 788.937 viviam na América Latina. A Ásia contava com uma população de 3.698; a Europa, 1.649; a Oceania e a Região do Pacífico, 586. Onde quer que tenham se estabelecido, os nikkeis formaram comunidades e contribuíram para o desenvolvimento de histórias e de culturas singulares nesses países.

-- Eiichiro Azuma

Cronologia da Emigração Japonesa, 1868-1998

1868
-Restauração Meiji marca o início do Japão Moderno.
* Eugene Van Reed, um negociante americano, envia 148 japoneses ao Havaí para trabalharem em uma plantação de cana-de-açúcar sem a permissão do governo japonês. Os imigrantes são comumente conhecidos como gannen-mono.
+ Van Reed também envia 40 japoneses para trabalhar em Guam
 
1869
* Edward Snell, um negociante holandês, envia cerca de 40 japoneses de Fukushima para Gold Hill, Califórnia para estabelecer uma colônia agrícola conhecida como "Colônia Wakamatsu". O projeto falha em um ano, e seus membros se dispersam.
 
1885
*O primeiro grupo de 943 emigrantes japoneses patrocinados pelo governo (Kan'yaku Imin) entra no Havaí sob o tratado entre os governos do Japão e reino Havaiano. Eles trabalham em plantações de cana-de-açúcar sob contratos de três anos. No total, existem 26 grupos até o término da emigração patrocinada pelo governo em 1894.
 
1886
+Um negociante inglês envia 40 trabalhadores japoneses para a Ilha Thursday no Pacífico.
+Um grupo de 100 japoneses parte para uma plantação de cana-de-açúcar em Queensland, Austrália.
 
1889
*Existem 2.039 japoneses vivendo nos Estados Unidos continental. O grupo consiste basicamente de estudantes e ativistas políticos.
 
1892
+Um total de 600 japoneses parte para a Nova Caledônia para trabalhar em uma mina de níquel.
 
1893
**Um grupo de 130 trabalhadores japoneses do Havaí entram na Guatemala.
-A Sociedade de Colonização forma-se em Tóquio sob a liderança do antigo Ministro do Exterior Enomoto Takeaki.
 
1894
+ Trezentos e cinco japoneses chegam à Fiji.
-O governo japonês publica o Decreto de Proteção ao Emigrante (Imin Hogo Kisoku), que relega a função básica de recrutamento de emigrantes a companhias de emigração.
+A guerra sino-japonesa começa. Vários japoneses entram na Coréia e Manchúria.
 
1896
-O governo japonês estabelece a Lei de Proteção ao Emigrante (Imin Hogoho), que regulamenta as atividades de companhias de emigração e protege os interesses de emigrantes. Porém esta lei não procura promover a emigração.
 
1897
**O primeiro grupo de 28 japoneses chega a Chiapas, México, para estabelecer uma colônia agrícola. Como foi organizada pelo antigo Ministro do Exterior Enomoto Takeaki, é comumente conhecida como "Colônia Enomoto".
 
1899
**O primeiro grupo de 790 emigra para o Peru.
 
1903
+Mais de 3.000 japoneses se dirigem às Filipinas para ingressar na construção de rodovias.
**Mais de uma centena de japoneses partem para trabalhar como mineiros de carvão no Chile.
 
1904
+Cerca de 150 japoneses ingressam em Davao, nas Filipinas. A colônia posteriormente torna-se a maior comunidade japonesa das ilhas.
+Inicia-se a guerra do Japão contra a Rússia, o que resulta na hegemonia nipônica sobre a Coréia e Manchúria ao longo da Estrada de Ferro do Sul da Manchúria. Subseqüentemente, milhares de japoneses entram na região.
 
1907-8
*O Pacto de Cavalheiros entre o Japão e os Estados Unidos (1907-1908) e o Acordo Hayashi-Lemiuex entre o Japão e Canadá (1908) são estabelecidos. Estes acordos constrangem a entrada de trabalhadores japoneses nestes países. Assim, milhares dirigem-se ao México, embora ocorram tentativas de migrações ilegais para os Estados Unidos. Outros procuram destinos alternativos, incluindo América do Sul, e regiões leste e sudeste da Ásia.
 
1908
**Os primeiros emigrantes partem do Japão com rumo para o Brasil.
 
1909
** Cerca de 160 japoneses emigram do Brasil para a Argentina.
 
1910
-O Japão coloniza oficialmente a Coréia, o que promove o deslocamento de fazendeiros coreanos.
 
1913
** O primeiro grupo de emigrantes rumo à Argentina parte do Japão.
 
1914
-Começa a Segunda Guerra Mundial.
+O Japão ocupa a Micronésia após derrotar ali a esquadra naval alemã. A região torna-se uma colônia japonesa de fato, para a qual milhares de japoneses migram até meados da década de 1940.
 
1924
*Fim da imigração japonesa para os Estados Unidos. Isso força vários japoneses a dirigirem-se para a América do Sul, em particular para o Brasil.
 
1925
**O governo japonês começa a subsidiar o transporte de emigrantes com rumo para o Brasil.
 
1927
+O governo japonês estabelece a Lei de Cooperativas para Emigração Transoceânica, com o fim de proporcionar uma base para a formação da Federação de Cooperativas para Emigração Transoceânica. Esta organização promove o estabelecimento de colônias agrícolas japonesas no Brasil e em outros países.
 
1928
*Restrições severas sobre a entrada de japoneses no Canadá entram em efeito.
 
1929
-O Ministro de Assuntos Colôniais (Takumusho) é estabelecido dentro do governo japonês.
**Um grupo de 25 japoneses chega em Columbia.
 
1931
-O incidente na Manchúria marca o início da invasão japonesa na China.
 
1932
+"Manchukuo" é estabelecido. O Ministério de Assuntos Coloniais Japoneses envia o primeiro grupo de imigrantes armados à região para estabelecer colônias agrícolas japonesas.
 
1935
+A Sociedade de Emigração para a Manchúria (Manshu Imin Kyokai) e a Companhia de Colonização da Manchúria (Manshu Tajushoku Kabushiki Gaisha) são organizadas nas capitais do Japão e "Manchukuo" com o propósito de facilitar a migração de colonialistas japoneses para a região.
 
1936
**Os primeiros imigrantes japoneses chegam ao Paraguai.
 
1937
+O governo japonês inicia um programa de cinco anos para promover a emigração japonesa para a Manchúria, o que marca o princípio de uma política de emigração patrocinada pelo estado. De acordo com o plano do primeiro ano, um total de 6.000 famílias agrícolas deveriam mudar-se para a região. Milhares de outros partem principalmente de áreas agrícolas empobrecidas nas regiões central e norte japonesas até a derrota do Japão.
 
1938
**O Brasil estabelece uma nova lei de imigração que restringe severamente a entrada de japoneses.
 
1940
**Levantes anti-japoneses irrompem em Lima, Peru.
 
1941
-Começa a Guerra no Pacífico. Até a derrota do Japão, milhares de japoneses emigram de sua pátria para o sudeste asiático, Micronésia e China, enquanto chega ao fim emigração para a América do Sul.
 
1945
-O Japão se rende.
 
1947
*"Noivas de Guerra" japonesas podem entrar nos Estados Unidos sob uma lei especial.
 
1950
-Um total de 6.249.000 japoneses, incluindo soldados, retornam ao Japão, principalmente de antigos territórios coloniais e áreas ocupadas.
 
1951
-O Tratado de Paz de São Francisco encerra a ocupação do Japão pelas forças aliadas, entrando em efeito no ano seguinte.
 
1952
**O governo do Brasil autoriza um plano para trazer 9.000 famílias para o desenvolvimento agricultural das regiões norte e central brasileiras. O primeiro grupo de 54 japoneses parte para o Brasil, marcando o princípio da emigração japonesa pós-guerra para a América do Sul.
*Os Estados Unidos permitem a entrada de 185 japoneses por ano sob a Lei Walter-McCarran.
 
1954
**Os primeiros imigrantes do pós-guerra (18 pessoas) em direção ao Paraguai saem do Japão.
 
1955
**O Ministério do Exterior japonês estabelece o novo Departamento de Emigração, que supervisiona a partida e o tratamento concedido a emigrantes japoneses nos "países hospedeiros".
*Sob uma nova lei de proteção a refugiados, um total de 1.006 japoneses recebem permissão para entrar nos Estados Unidos em outubro de 1956. A maioria era proveniente da Prefeitura Kagoshima.
 
1956
**Os primeiros emigrantes (185) rumo à Republica Dominicana partem do Japão.
+Mineiros em contratos de curto prazo partem para a Alemanha Ocidental sob o tratado bilateral.
 
1957
**Os primeiros emigrantes do pós-guerra (185) rumo à Bolívia partem do Japão.
 
1961-62
**Um total de 595 japoneses retornam da República Dominicana para o Japão, enquanto muitos outros re-emigram para outros países da América do Sul. Notícias das suas condições miseráveis de subsistência nos "países hospedeiros" em conjunto com o crescimento geral da economia japonesa induzem o final da emigração japonesa em massa para a América do Sul.
 
1963
-Uma agência semi-governamental afiliado ao Ministério do exterior assume a função de recrutar e enviar emigrantes para a América Latina, tornando-se mais tarde a Agência de Cooperação Internacional Japonesa.
 
1965
*A nova lei de imigração nos Estados Unidos, que abole o sistema de cota por nações, entra em efeito.
 
1966
*Inicia-se emigração de profissionais e trabalhadores especializados japoneses para o Canadá.
+A Austrália repele a política branca australiana, abrindo suas portas aos imigrantes asiáticos.
+A Venezuela repele a sua política de imigração só de brancos.
 
1978
+A Agência de Cooperação Internacional Japonesa começa a enviar profissionais e trabalhadores especializados japoneses para a Austrália.
 
1988
**A migração dekasegi de japoneses brasileiros para o Japão torna-se um fenômeno social proeminente. Subseqüentemente, vários trabalhadores nikkei também chegam ao Japão vindos de outros países da América Latina, inclusive Peru, Argentina, Bolívia e Paraguai.
 
1990
-O governo japonês cria uma emenda à lei de imigração, o que permite aos trabalhadores nikkei permanecerem e trabalharem legalmente no Japão. Combinado com a economia de "bolha" japonesa, esta mudança imediatamente atrai outros japoneses da América Latina ao Japão.

Observações:
*Estados Unidos e Havaí
**América do Sul e Central (incluindo México)
+Outros
-Geral