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Especialistas Participantes Lane Hirabayashi |
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Conteúdo Descrição Especialistas Instituições Informações Simpósio Equipe e Conselheiros
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Resumo da Proposta de Pesquisa
O Dr. Lane Hirabayashi propõe a realização de um estudo explicativo qualitativo que permita uma análise comparativa da atuação dos nikkeis no cenário político. Neste contexto, a atuação é definida por ele como empowerment (exercício de poder, em inglês), referindo-se basicamente à conquista de cargos políticos formais, via processo eleitoral em um Estado democrático e multipartidário. Embora tenha havido pouca análise, em termos comparativos, sobre os asiáticos no mundo da política fora de seus países de origem, o Dr. Hirabayashi é fascinado pelos poucos casos selecionados de que se tem registro relacionados com o exercício político pelos nikkeis. Os três casos que se destacam, entretanto, representam níveis muito diferentes de análise: (1) no municipal (como no caso encontrado durante as décadas de 1907s e de 1980 em Gardena, Califórnia); (2) no estadual (como no estado do Havaí e, particularmente, na ilha de Oahu, a partir da II Guerra Mundial); e (3) no nacional (como representado pelo caso do Presidente Alberto Fujimori no Peru na década de 1990). O Dr. Hirabayashi propõe que esses casos sejam sistematicamente analisados, visando desenvolver uma melhor compreensão de como, por quê, onde e quando pessoas de descendência japonesa nas Américas conquistaram uma medida de poder político dentro de uma sociedade maior e multicultural. CAMINHOS AO PODER Este trabalho apresenta uma análise qualitativa, comparativa e exploratória sobre o exercício político, ou empowerment em inglês, dos nikkeis nas Américas. O empowerment refere-se basicamente à conquista de cargos políticos formais via processo eleitoral em um Estado democrático bi ou pluripartidário. A estrutura básica que utilizo foi desenvolvida pelo cientista político Peter K. Eisinger, que seleciona o surgimento de uma tradição político-étnica (ou ETP) como seu principal enfoque. Com base em uma análise empírica de grupos étnicos americanos, Eisinger identifica três grandes condições, que aparecem em três estágios a serem preenchidos antes que um dado grupo possa desenvolver uma EPT viável. Em suma, essas condições são: (A) estabilidade econômica, incluindo a habilidade de superar um período de "trauma de grupo"; (B) a consolidação de líderes e organizações comunitárias, que devem ser capazes de se engajarem em uma defesa agressiva em nome de compatriotas étnicos; e (C) um ingresso inicial nos principais partidos políticos e no sistema político. A estrutura de Eisinger proporciona, assim, recursos para a análise comparativa sobre a atuação política dos nikkeis nas Américas, apesar de suas limitações e de precisar de ajustes. O método indireto da diferença de Mill é uma metodologia apropriada para uma análise comparativa das EPTs dos nikkeis nas Américas, devido ao número escasso de cases qualitativos disponíveis atualmente. Há claras limitações nessa abordagem, mas seriam necessários mais dados antes que se pudesse desenvolver técnicas algébricas mais sofisticadas (mas relacionadas) segundo Boole. Para fazer um teste simples da estrutura de Eisinger, apresento seis cases sinóticos (de seleção não randômica). Três casos referem-se aos cenários municipal, estadual e nacional envolvendo resultados positivos de uma atuação política, quais sejam: Gardena, Havaí e Brasil. Esses cases são contrastados com três outros de resultados variando de fraco a negativo, representando basicamente os mesmos níveis de análise: a cidade de São Francisco, o Estado da Califórnia e o país do México. Em outras palavras, seguindo as diretrizes do método indireto da diferença, reúno seis cases que representam manifestações tanto positivas quanto negativas de exercício político, que posteriormente são comparados e contrastados a fim de avaliar se a estrutura e as condições de Eisinger são relevantes ou não. Minhas constatações são de que, primeiro, e ao menos no que se refere a esses seis cases, deve existir uma base demográfica antes que as condições de Eisinger sejam pertinentes. Além disso, identifico três caminhos ao poder distintos, sendo que todos devem ser significativos para as EPTs dos nikkeis, embora seja difícil ter certeza disso no momento. Um "caminho" aparece quando os nikkeis constitutem vinte por cento ou mais da população. Um segundo envolve coalizões multi-étnicas, em situações nas quais os nikkeis estão presentes em quantidades representativas, mas sua porcentagem relativa frente à população total é baixa. Obscuro ainda está um terceiro, relacionado aos políticos nikkeis que constróem uma base política que não gira em torno de compatriotas étnicos. Em alguns casos, os políticos nikkeis são autônomos, enquanto em outros a articulação com compatriotas ainda é pelo menos possível. Minha conclusão geral é de que os nikkeis nas Américas não são inerentemente apolíticos. Ao contrário, uma gama de fatores, incluindo massa crítica e heterogeneidade intragrupo, tendem a impedir a consolidação dos nikkeis em geral na esfera de políticas eleitorais formais. Março, 1999
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