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SESSÃO EM FOCO #2
CULTURA EM CONSTRUÇÃO-COMMUNIDADE E IDENTIDADE
Tema:
A comunidade nikkei é o foco principal do nosso projeto de pesquisas, que pretende identificar os processos de transformação que ocorre entreser japonês e transformar-se em nikkei. O conceito de formação culturalé significativo nesta presquisa, pois se refere ao processo no qual grupos étnicos nikkeis, nesse caso legitimam e consolidam suas comunidades e estilo de vida, dentro dos contextos nacionais nos quais residem A formação cultural envolve o desenvolvimento de culturas étnicas únicas dentro do contexto de sociedades pluralistas, fundamentando-se na premissa de que os nikkei são criadores ativos e conscientes das suas próprias identidades e comunidades.
Língua falada materna: inglês
Mediador: James Hirabayashi
Moderador: Naomi Moniz (24 de junho)
Yasuo Sakata (25 de junho)
Gravador: Louise A Guerrera(voluntário)
Participantes: Naomi Moniz, Kozy Amemiya, Audrey Kobayashi, Teruko Kumei, Yasuo Sakata, Ko Shioya, Midge Ayukawa
Relatório do James Hirabayashi, Mediador
24 de Junho de 1999:
Começamos com uma breve discussão sobre os trabalhos acadêmicos dos participantes. O trabalho de Naomi Moniz estuda os filmes de Tisuka Yamazaki em termos de raça, gênero, etnicidade e identidade cultural. Há reconceitualizações mutantes das diferentes identidades afetadas por instáveis contextos políticos e econômicos, e por movimentos sociais: negro, feminista, estudantil, trabalhador, dekasegui e descendentes de miscigenação racial.

A investigação de Teruko Kumei concentra-se na relação entre a língua japonesa e o ensino pedagógico do nissei nos E.U.A. Valendo-se essencialmente de documentos do Ministério das Relações Exteriores , ela analiza as transformações nas escolas que lecionam em japonês. Durante a primeira década deste século, provia-se instrução em japonês para japoneses do Japão. Em 1910, reagindo ao movimento anti-japonês e à converção das comunidades Issei de temporárias a estabelecimentos permanentes, houve uma re-examinação no planejamento pedagógico. Na Califórnia, onde o sentimento anti-japonês era intenso, o contexto dos livros escolares foi revisado e modificado para um de tendência assimilacionista, enquanto que em Washington, os livros mantiveram-se mais nacionalistas em contexto. Na década de 30, a estratégia era a de promover orgulho da herança étnica japonesa junto com um ênfase ao sentimento patriota-americano para servir de cimento para a construção de uma "ponte-vínculo" de entendimento entre os Estados Unidos e o Japão.

Kozy Amemiya põe em foco, dentro de um contexto social boliviano, o desenvolvimento étnico na identidade e na comunidade. A transição desde um status de imigrante à uma comunidade étnica carrega consigo as tensões derivadas das diferentes experiências rurais e urbanas, assim como dos conceitos distintos de "nikkeismo" que possuem as diferentes gerações. Há também um forte envolvimento (incluindo de assistência) do governo japonês para com os imigrantes.
A pesquisa Yasuo Sakata examina as primeiras transformações das comunidades issei dos Estados Unidos na virada do século. Infelizmente arquivos de documentos foram destruídos durante o notório terremoto de São Francisco. Aproveitando-se do restante mas fragmentário banco de dados extraídos de jornais e diários, Sakata analisa a transformação do issei com status de "dekasegui" ao de imigrante, começando pela virada do século, com foco nas atividades e sentimentos dos estudantes e da mão-de-obra durante as derradeiras décadas do século XIX.
A análise Audrey Kobayashi contrasta as distinções dos sexos entre as pioneiras mulheres issei e as mulheres imigrantes da era post-guerra. Mudanças se dão devido aos diferentes contextos ideológicos. As primeiras mulheres issei eram profundamente conservadoras em termos de status econômico, estrutura hierárquica laboral e Budismo. Na atual migração post-guerra, a mulher parte do Japão aos 29 anos, rejeita casamento com japonês e seu status de mulher. No Canadá estão registrados altos indícios de casamentos intra-raciais e divórcio.
25 de Junho de 1999:
Procedemos com a discução, pondo ênfase na colaboração dos colegas entre si.
Questões levantadas: quais são as diferentes noções de cidadania?; o que significa gaijin?; perpectivas internas versus externas; o significado de identidade cultural;
o que significa a aquisição de poder para o nikkei aonde quer que esteja. Audry Kobayashi propôs "um quadro analítico dos sexos inclusivo" dentro do quadro conceitual do INRP.
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