EXPERIÊNCIA NIKKEI GLOBAL

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SESSÃO EM FOCO #4
“TRANSNACIONALISMO, GLOBALISMO E O NIKKEI”


Tema:

Os termos transnacionalismo e globalismo se referem às relaçóes desde um contacto bilateral, entre naçóes situadas em um sistema super-nacional emergente, e á relação que mantêem esses factores com as emergentes comunidades nikkei.

Linqua falada materna: japonês
Mediador: Eiichiro Azuma
Moderador: Makoto Arakaki (24 de junho)
Harumi Befu (25 de junho)
Gravador: Mariko Nagoshi (voluntário)

Participantes: Harumi Befu, Masato Ninomiya, Edson Mori, Yasuko Takesawa, Koichi Mori

Relatório do Eiichiro Azuma, Mediador

A primeira sessão entitulada "Transnacionalismo, Globalismo e o Nikkei" pôs em foco um aprofundamento no entendimento das pesquisas de cada um dos participantes e no intercâmbio de visões das questões teóricas sobre "transnacionalismo". Esses participantes delinearam os corpos de suas pesquisas, e como cada um consideraria as questões acima.



O professor Harumi Befu traça um processo histórico, denominado por ele de "dispersão humana" do Japão para o exterior desde o século XVI. Dividida em três etapas, sua investigação mostra as diferenças de processo e a diversidade da experiência, que requeriria uma perspectiva mais abrangente no tratamento do nikkei além do hemisfério ocidental. Dois professores brasileiros, Masato Ninomiya e Edson Mori, assim como Dr.Yasuko Takesawa, lidam estudam o tema do nikkei "dekasegui" latino-americano, embora sob ângulos diferentes.



O professor Ninomiya examina o problema complexo da adaptação do nikkei na sociedade japonesa e da sua re-adapatação na sociedade brasileira, enquanto que Dr.Mori concentra-se no aspecto econômico do fenômeno "dekasegui", pelo grande impacto que teve e ainda tem sobre o Japão e o Brasil. Dr. Takesawa focaliza o surgimento em Kobe de uma comunidade culturalmente "híbrida" depois do terremoto de 1995; ou de um estado de "co-existências multiculturais" que acolheu grupos marginalizados, inclusive de residentes nikkei, então membros do espaço urbano. Sobre o tópico da formação da identidade dos okinawenses residindo no Brasil e Havaí, o professor Koichi Mori e o sr. Makoto Arakaki estressam como as influências locais e internacionais afetaram simultaneamente a subjetividade, sempre mutante, e as particulares identidades étnicas no contexto histórico-social da "Diáspora" Okinawense depois da colonização das ilhas pelo moderno estado-nação japonês no século XIX.



Muito do diálogo subseqüente envolveu uma colaboração geral para fossem polidas certas definições teóricas, como as de "transnacionalismo" e "globalismo" em relação a experiência nikkei e a formação de sua identidade. Algumas das definições extraídas de estudos dos acadêmicos sugerem que a rápida globalização da economia mundial, os meios de transporte, e a comercialização cultural não fariam necessariamente da experiência humana e suas perspectiva algo uniforme e homogêneo, já que as intensas forças locais—como as relações sociais específicas, o contexto comunitário ou os poderes políticos—também influem no modelar da subjetividade humana. Assim a identidade nikkei não pode ser considerada como algo estático, exclusivo ou monolítico, mas fluido e híbrido. No contexto do "transnacionalismo", o que faz um indivíduo ser nikkei não é contingente simplesmente da origem "nacional" primordial; ao contrário, é construído sobre certas culturas simbólicas or similaridades históricas inventadas. Neste processo de formação de identidade, noções de "raça", "sangue" e, principalmente, de "estado-nação" não devem ser consideradas como essenciais.